• Repare Quilombo

Editorial: Saúde por R$ 1,99

O que reparamos:

Imagem/Reprodução

Só? Repare bem nisso aí, porque o preço deste “produto” está bem abaixo do valor que ele possui e de todas as vantagens que oferece; está muito barato, e o barato pode custar caro.


É claro que a criatividade, assim como a indicação dramática, por exemplo, é ferramenta perfeita para alavancar as vendas. A galera do marketing sabe disso. Comerciantes também sabem disso. Mas, e a sua saúde, ela pode ser colocada em xeque, assim, entre uma prateleira apertada e outra qualquer?


Bom, é uma pergunta retórica, mas se quiser responder, fique à vontade para deixar o seu comentário. Enquanto isso perceba que existe um ruído de comunicação entre a ganância de vender e a preocupação com a saúde de quem compra, principalmente.


Sem muitas delongas, e de olho nos últimos acontecimentos ocorridos em Morro do Chapéu, com base no aumento dos casos de coronavírus no município, que envolve, inclusive, a omissão de resultado positivo da Covid-19 por parte de comerciante, é possível reparar também em algo cheio de poeira, que está esquecido no estoque: a não valorização da saúde humana.


A turma da ganância, aquela mesma que, na maioria das vezes, paga meio salário mínimo, ou que se acostumou a não assinar a carteira de trabalho de todos os seus colaboradores, se capacita para empreender. E, aos trancos e barrancos numa cidade centenária que ainda engatinha para se desenvolver economicamente, até consegue empreender, entretanto, aprende pouco sobre empatia.


Nesse sentido, quando não se tem empatia ou não se preocupa realmente com a saúde da clientela, o descaso com as vidas humanas é escancarado. É possível tentar compreender a falta de empatia? A vida, a proteção e o respeito estão acima de qualquer justificativa.


Repare que a abertura dos estabelecimentos comerciais não essenciais, estabelecida pelo Decreto Municipal n° 061/2020, de 21 de maio de 2020, neste momento em Morro do Chapéu, contribui para a propagação do novo coronavírus na cidade. Já com relação à propaganda da possível união entre os comerciantes locais devido à Covid-19, repare que não são apenas as vendas que estão caindo em tempos de isolamento social: as máscaras também.

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